sábado, 18 de maio de 2013

Pensamentos

Vou cuspir essa dor do meu coração
Gaguejar a tristeza e mandá-la embora
Pisá-la com um salto, mesmo que doa o pé

Vou cuspir essa raiva

Atirá-la num fosso
Enforcá-la no poço
E atirar uma pedra

Desatarei os nós de minhas entranhas

E suarei pelas cotículas das unhas
As lágrimas guardadas

vomitarei o medo

O frio, o vazio, a inveja,

Rasgarei minhas vestes

E encostarei a face no chão, ajoelhada

E quando levantar o peito

Depois de devolver o que é do mundo ao mundo
Caminharei como quem nasce

Descalço, desnudo


Debaixo de um céu azul

Encharcado de vida
E de coração aberto.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Está chegando o verão
Quero estar com você
Também nesta estação

Quero passear na praça

Tomar sorvete sentada
com você amor

Quero andar de mãos dadas

Usar saia rodada
Dormir com ventilador

Está chegando o verão

E no verão chove também
Comprei um guarda chuva
Que é pras noites de chuva
Passear também

Está chegando
Quero estar com você
Também nesta estação


Vou andar de biquini

e tomar coco gelado
Andar com cabelo amarrado
e colocar uma flor

Vou contar as estrelas
as do céu e as do mar
Vou sambar no teu barco
Pra ele não afundar


Vou fazer maravilhas
Vou fazer com você
Não importa a hora e o dia
Eu só quero te ver


Está chegando o verão
Quero estar com você
Também nesta estação

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

                                                                               ( Em dias que te fazem chorar)


O dia nasce
E tudo parece brilho, parece luz.
Então o dia dorme.
A noite acorda
E as folhas, que estão avessadas, 
Vagueiam pela madrugada. 
A noite não se torna silenciosa.
As folhas, as que o vento não levou,
Fazem zumbidos.
Recolher-se será o melhor caminho?
Esparramar águas pela fria noite
Faz limpar não somente as folhas
Mas, juntá-las para o próximo dia.
Quando ele nascer
Não esqueça!
Junte as folhas,
Separe as que servem de adubo
E as que não servem
Jogue-as ao vento.
E a noite,
Voltará a ser silenciosa.  

domingo, 19 de fevereiro de 2012

                                 (Momentos que ficam nos dias de chuva                                                                 são embrulhados a ti, com meu abraço de saudade)
                                                                                                         
Neste dia de céu nublado
O coração pequenino chora
Carregado de saudade.                             




E na mais miúda lágrima
Caída ao som da tua voz
Flechou-se em mim o brilho
Daquele teu olhar
Que fez resplandecer o céu
Nesse dia nublado.
                                     

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Olhos noturnos

Os olhos da noite
Enfeitiçados pelo sono
Fingem dormir.
Driblam seus próprios feitiços e sonham.


Olhos tão pequenos
Que nem parecem noturnos.
Olhos miúdos,
De saudades
Que se manifestam na noite,
Na noite silenciosa, vazia.
Onde podem larvar-se
E serem despercebidos.

Olhos tristes,
Mas, felizes a luz do dia.
Pois tão pequenos olhos fingem
O brilho que exibem pela manhã
São vestígios de água
De uma noite de chuva.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A dor de amar

Rezei.
Pedi para a dor não mais existir
E pedi perdão
A Deus e a ti, meu amor
Pois se a dor não mais existir
Não existirei eu,
Nem ti,
Nem o amor.
Por que foi da dor que nascemos
É da dor que aprendemos
E foi por ela que te senti no mais íntimo.
Como posso pedir pela morte da dor
Se a minha morte é a própria dor?
Se a dor de amar é o que me faz viva?
Foi em te ter tão perto e não poder tocar
E de te ter tão longe e não poder olhar
Que eu descobri na dor da saudade
Essa dor de amar.
Amo-te assim na dor, meu amor
E um dia
Se a dor não mais existir,
Sem ser a meu pedido,
Ainda assim, saberei falar do amor
E da dor de amar. 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Vazio











                                                                                                          











                                                                                                  É o que a tua falta faz!