Vou cuspir essa dor do meu coração
Gaguejar a tristeza e mandá-la embora
Pisá-la com um salto, mesmo que doa o pé
Vou cuspir essa raiva
Atirá-la num fosso
Enforcá-la no poço
E atirar uma pedra
Desatarei os nós de minhas entranhas
E suarei pelas cotículas das unhas
As lágrimas guardadas
vomitarei o medo
O frio, o vazio, a inveja,
Rasgarei minhas vestes
E encostarei a face no chão, ajoelhada
E quando levantar o peito
Depois de devolver o que é do mundo ao mundo
Caminharei como quem nasce
Descalço, desnudo
Debaixo de um céu azul
Encharcado de vida
E de coração aberto.
Canções ao Acaso
As palavras surgem. Com elas surge também a melodia. Depois de embaralhadas são colocadas em filas, que chamam atenção aos olhos, onde tais apreciam o melhor da dança:a sincronia. Palavras são músicas para os ouvidos, cordas para os dedos, instrumento para o coração. E, em meio ao emaranhado de tantas delas, faço uso da Canção. E então canto, danço e me faço da arte das palavras. Canções ao Acaso.
sábado, 18 de maio de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Está chegando o verão
Quero estar com você
Também nesta estação
Quero passear na praça
Tomar sorvete sentada
com você amor
Quero andar de mãos dadas
Usar saia rodada
Dormir com ventilador
Está chegando o verão
E no verão chove também
Comprei um guarda chuva
Que é pras noites de chuva
Passear também
Está chegando
Quero estar com você
Também nesta estação
Vou andar de biquini
e tomar coco gelado
Andar com cabelo amarrado
e colocar uma flor
Vou contar as estrelas
as do céu e as do mar
Vou sambar no teu barco
Pra ele não afundar
Vou fazer maravilhas
Vou fazer com você
Não importa a hora e o dia
Eu só quero te ver
Está chegando o verão
Quero estar com você
Também nesta estação
Quero estar com você
Também nesta estação
Quero passear na praça
Tomar sorvete sentada
com você amor
Quero andar de mãos dadas
Usar saia rodada
Dormir com ventilador
Está chegando o verão
E no verão chove também
Comprei um guarda chuva
Que é pras noites de chuva
Passear também
Está chegando
Quero estar com você
Também nesta estação
Vou andar de biquini
e tomar coco gelado
Andar com cabelo amarrado
e colocar uma flor
Vou contar as estrelas
as do céu e as do mar
Vou sambar no teu barco
Pra ele não afundar
Vou fazer maravilhas
Vou fazer com você
Não importa a hora e o dia
Eu só quero te ver
Está chegando o verão
Quero estar com você
Também nesta estação
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
( Em dias que te fazem chorar)
O dia nasce
E tudo parece brilho, parece luz.
Então o dia dorme.
A noite acorda
E as folhas, que estão avessadas,
Vagueiam pela madrugada.
A noite não se torna silenciosa.
As folhas, as que o vento não levou,
Fazem zumbidos.
Recolher-se será o melhor caminho?
Esparramar águas pela fria noite
Faz limpar não somente as folhas
Mas, juntá-las para o próximo dia.
Quando ele nascer
Não esqueça!
Junte as folhas,
Separe as que servem de adubo
E as que não servem
Jogue-as ao vento.
E a noite,
Voltará a ser silenciosa.
O dia nasce
E tudo parece brilho, parece luz.
Então o dia dorme.
A noite acorda
E as folhas, que estão avessadas,
Vagueiam pela madrugada.
A noite não se torna silenciosa.
As folhas, as que o vento não levou,
Fazem zumbidos.
Recolher-se será o melhor caminho?
Esparramar águas pela fria noite
Faz limpar não somente as folhas
Mas, juntá-las para o próximo dia.
Quando ele nascer
Não esqueça!
Junte as folhas,
Separe as que servem de adubo
E as que não servem
Jogue-as ao vento.
E a noite,
Voltará a ser silenciosa.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Olhos noturnos
Os olhos da noite
Enfeitiçados pelo sono
Fingem dormir.
Driblam seus próprios feitiços e sonham.
Olhos tão pequenos
Que nem parecem noturnos.
Olhos miúdos,
De saudades
Que se manifestam na noite,
Na noite silenciosa, vazia.
Onde podem larvar-se
E serem despercebidos.
Enfeitiçados pelo sono
Fingem dormir.
Driblam seus próprios feitiços e sonham.
Olhos tão pequenos
Que nem parecem noturnos.Olhos miúdos,
De saudades
Que se manifestam na noite,
Na noite silenciosa, vazia.
Onde podem larvar-se
E serem despercebidos.
Olhos tristes,
Mas, felizes a luz do dia.
Pois tão pequenos olhos fingem
O brilho que exibem pela manhã
São vestígios de água
De uma noite de chuva.
Mas, felizes a luz do dia.
Pois tão pequenos olhos fingem
O brilho que exibem pela manhã
São vestígios de água
De uma noite de chuva.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
A dor de amar
Rezei.
Pedi para a dor não mais existir
E pedi perdão
A Deus e a ti, meu amor
Pois se a dor não mais existir
Não existirei eu,
Nem ti,
Nem o amor.
Por que foi da dor que nascemos
É da dor que aprendemos
E foi por ela que te senti no mais íntimo.
Como posso pedir pela morte da dor
Se a minha morte é a própria dor?
Se a dor de amar é o que me faz viva?
Foi em te ter tão perto e não poder tocar
E de te ter tão longe e não poder olhar
Que eu descobri na dor da saudade
Essa dor de amar.
Amo-te assim na dor, meu amor
E um dia
Se a dor não mais existir,
Sem ser a meu pedido,
Ainda assim, saberei falar do amor
E da dor de amar.
Pedi para a dor não mais existir
E pedi perdão
A Deus e a ti, meu amor
Pois se a dor não mais existir
Não existirei eu,
Nem ti,
Nem o amor.
Por que foi da dor que nascemos
É da dor que aprendemos
E foi por ela que te senti no mais íntimo.
Como posso pedir pela morte da dor
Se a minha morte é a própria dor?
Se a dor de amar é o que me faz viva?
Foi em te ter tão perto e não poder tocar
E de te ter tão longe e não poder olhar
Que eu descobri na dor da saudade
Essa dor de amar.
Amo-te assim na dor, meu amor
E um dia
Se a dor não mais existir,
Sem ser a meu pedido,
Ainda assim, saberei falar do amor
E da dor de amar.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
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