terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Olhos noturnos

Os olhos da noite
Enfeitiçados pelo sono
Fingem dormir.
Driblam seus próprios feitiços e sonham.


Olhos tão pequenos
Que nem parecem noturnos.
Olhos miúdos,
De saudades
Que se manifestam na noite,
Na noite silenciosa, vazia.
Onde podem larvar-se
E serem despercebidos.

Olhos tristes,
Mas, felizes a luz do dia.
Pois tão pequenos olhos fingem
O brilho que exibem pela manhã
São vestígios de água
De uma noite de chuva.



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