quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

                                                                               ( Em dias que te fazem chorar)


O dia nasce
E tudo parece brilho, parece luz.
Então o dia dorme.
A noite acorda
E as folhas, que estão avessadas, 
Vagueiam pela madrugada. 
A noite não se torna silenciosa.
As folhas, as que o vento não levou,
Fazem zumbidos.
Recolher-se será o melhor caminho?
Esparramar águas pela fria noite
Faz limpar não somente as folhas
Mas, juntá-las para o próximo dia.
Quando ele nascer
Não esqueça!
Junte as folhas,
Separe as que servem de adubo
E as que não servem
Jogue-as ao vento.
E a noite,
Voltará a ser silenciosa.  

domingo, 19 de fevereiro de 2012

                                 (Momentos que ficam nos dias de chuva                                                                 são embrulhados a ti, com meu abraço de saudade)
                                                                                                         
Neste dia de céu nublado
O coração pequenino chora
Carregado de saudade.                             




E na mais miúda lágrima
Caída ao som da tua voz
Flechou-se em mim o brilho
Daquele teu olhar
Que fez resplandecer o céu
Nesse dia nublado.
                                     

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Olhos noturnos

Os olhos da noite
Enfeitiçados pelo sono
Fingem dormir.
Driblam seus próprios feitiços e sonham.


Olhos tão pequenos
Que nem parecem noturnos.
Olhos miúdos,
De saudades
Que se manifestam na noite,
Na noite silenciosa, vazia.
Onde podem larvar-se
E serem despercebidos.

Olhos tristes,
Mas, felizes a luz do dia.
Pois tão pequenos olhos fingem
O brilho que exibem pela manhã
São vestígios de água
De uma noite de chuva.