quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sertão

Salgadinho

A léguas do litoral
Despejei meu coração
Mas Deixei-o,
Entre as barragens e as palmas,
As juremas e as serras,
Perdido,
Na inumerável estrada de barro.

Semelhante a uma espinha
Com seu início esverdeado
Ao longo do barro o chão rachado
E as gramas mudando a cor
Do verde ao amarelado
Do ar, intenso calor.

O sol era o mais ínfimo do amarelo
Ao fim de tarde
Mal distinguia-se sua cor
E as andorinhas
Com seu bando em dança
Faziam-se de guia
Lá do céu pra esta terra santa.


Ao Topo da serra, o cruzeiro
Lugar que o povo nomeou
E do seu alto vê-se a toda Salgadinho
Esta terra que o coração amou.


Assim como todos os fins
O campo-santo
O que se encontra ao término de Salgadinho
E é nesse meio que se começa a vida

Deixando enterrada todas as feridas
Para que no coração só fique
A esperança de um dia amar.

Quem em Salgadinho passa uma vez
Não se cansa de voltar
Encantado com as belezas
Que Deus brotou naquele lugar
E destá que eu voltarei
Aquela terra Santa

Para o meu coração buscar.





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