Vejo-me nas fotos de ontem retirada.
Vejo-me feliz,
Ansiosa, preparada.
Vejo-me em família unida,
amorosa, estruturada.
Vejo-me na infância divertida
protegida, amamentada.
Vejo-me na escola incentivadora,
criativa, bem formada.
Vejo-me nas limpas ruas,
Andando livre, despenteada.
Vejo-me nas tantas árvores
do meu avô que foram plantadas.
Vejo-me com os pés no mangue,
correndo soltos com a meninada.
Vejo-me na cozinha linda,
Junto à família, em hora marcada.
Vejo-me olhando o céu,
Sentada em frente á minha calçada.
Vejo no esconde – esconde,
Dos fins de tardes ensolaradas.
Brincado sem malícia, mas sempre observada
Pela tia querida
Que por perto ficava sentada.
Vejo-me na santa missa
Junto a mamãe bem encostada.
Vejo-me calando-me,
respeitando, ajudando na casa.
Vejo-me errando,
E aprendendo com um castigo
ou boas palmadas.
Vejo-me nas fotos
Fotos antigas, quase apagadas.
Será que as fotos estão velhas?
Ou minha está embaraçada?
Mas acho que bem vejo
E percebo,
Que as fotos antigas não são mais lembradas.
As palavras surgem. Com elas surge também a melodia. Depois de embaralhadas são colocadas em filas, que chamam atenção aos olhos, onde tais apreciam o melhor da dança:a sincronia. Palavras são músicas para os ouvidos, cordas para os dedos, instrumento para o coração. E, em meio ao emaranhado de tantas delas, faço uso da Canção. E então canto, danço e me faço da arte das palavras. Canções ao Acaso.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Um olhar de mim
No dia-a-dia da Vida
Eles me vêem
Uns vêem bem,
Uns vêem mal,
Outros fingem que vêem.
Mas eu me vejo!
Em dias dia,
Em dias noite,
Em noites perturbada.
Mas eu me vejo!
E olho em meus olhos
Este eu que me cerca.
Mas será eu, eu mesma?
Ou será que invisivelmente me refaço?
Meus olhos falam por mim
E falam de mim
E nesse espelho que me olho
Me vejo e me refaço
Por que descubro os dias e as noites de mim.
Eles me vêem
Uns vêem bem,
Uns vêem mal,
Outros fingem que vêem.
Mas eu me vejo!
Em dias dia,
Em dias noite,
Em noites perturbada.
Mas eu me vejo!
E olho em meus olhos
Este eu que me cerca.
Mas será eu, eu mesma?
Ou será que invisivelmente me refaço?
Meus olhos falam por mim
E falam de mim
E nesse espelho que me olho
Me vejo e me refaço
Por que descubro os dias e as noites de mim.
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