sábado, 23 de julho de 2011

Na via da rodovia da vida

É  vida sem saúde
Escola sem rumo
Aluno sem meta
Rua de buraco
Sem saneamento básico
Salário atrasado
Mas que festa é essa?



Um Brasil tão bonito
De gente que sorri.
E você olha a favela
Com tanta dor e miséria
Então cadê o povo desse Brasil feliz?



Tem muito moço aí parado
Reclamando, sem contribuir
Mas tem o povo de coração nobre
Que unidos a Deus
Vive pra dar vida aos pobres
Nesta terra de poder sem lei.



Na rua da rodovia da vida
Ainda se vive
De um lado largado, do outro ajeitado. 
Ganhando dinheiro, suado ou roubado.


Mas dê voz a  mudez meu irmão!
Pois um dia a rua passa,
A rodovia para. 
E a vida?
Ah meu irmão!
A vida fica muda.




                                                           

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A janela de minha casa

Quando o sol clarear
A janela de minha casa
Vou assoviar  por entre as brechas
E deixar entrar o amor.


A minha janela
Contou pra mim
Que o sol chegou com cheiro de amor
E trouxe pra ela um lindo jasmim 

A minha janela
Ainda contou
Que o sol pede a chuva
Pra sempre aguá-la
E  florescer
O que ele plantou

Ah! Quem me dera
Ser minha janela
Pra acordar cedinho
E ter bem pertinho
Esse sol, esse amor.

Vou assoviando
Na minha janela
E esperando o amor chegar
Como o sol,
Como um raio de sol
Na minha janela
Trazendo um jasmim.