quarta-feira, 11 de maio de 2011

Às vezes eu sinto falta
Eu sinto falta de um amor de alguém
Às vezes eu me sinto só
Eu sinto falta de um amor de alguém

Eu sinto falta de poder ligar
De ouvir alguém me falar
Te amo, meu amor
Eu sinto falta de poder dançar
Agarradinha
Nos braços de alguém

Às vezes eu sinto falta
Eu sinto falta de um amor de alguém
Às vezes eu me sinto só
Eu sinto falta de um amor de alguém

Sinto saudades de poder chorar
Bem quetinha no celular
E me aborrecer quando você descobre
Pedindo logo pra eu me alegrar
Eu sinto falta de poder te ver
Ver teu sorriso
E aquele teu olhar
Eu sinto falta de poder te ter
A noite inteira
Pra eu poder sonhar

Às vezes eu sinto falta
Eu sinto falta de um amor de alguém
Às vezes eu me sinto só
Eu sinto a falta de você.


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sertão

Salgadinho

A léguas do litoral
Despejei meu coração
Mas Deixei-o,
Entre as barragens e as palmas,
As juremas e as serras,
Perdido,
Na inumerável estrada de barro.

Semelhante a uma espinha
Com seu início esverdeado
Ao longo do barro o chão rachado
E as gramas mudando a cor
Do verde ao amarelado
Do ar, intenso calor.

O sol era o mais ínfimo do amarelo
Ao fim de tarde
Mal distinguia-se sua cor
E as andorinhas
Com seu bando em dança
Faziam-se de guia
Lá do céu pra esta terra santa.


Ao Topo da serra, o cruzeiro
Lugar que o povo nomeou
E do seu alto vê-se a toda Salgadinho
Esta terra que o coração amou.


Assim como todos os fins
O campo-santo
O que se encontra ao término de Salgadinho
E é nesse meio que se começa a vida

Deixando enterrada todas as feridas
Para que no coração só fique
A esperança de um dia amar.

Quem em Salgadinho passa uma vez
Não se cansa de voltar
Encantado com as belezas
Que Deus brotou naquele lugar
E destá que eu voltarei
Aquela terra Santa

Para o meu coração buscar.