É o que a tua falta faz!
As palavras surgem. Com elas surge também a melodia. Depois de embaralhadas são colocadas em filas, que chamam atenção aos olhos, onde tais apreciam o melhor da dança:a sincronia. Palavras são músicas para os ouvidos, cordas para os dedos, instrumento para o coração. E, em meio ao emaranhado de tantas delas, faço uso da Canção. E então canto, danço e me faço da arte das palavras. Canções ao Acaso.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Fotos Antigas
Vejo-me nas fotos de ontem retirada.
Vejo-me feliz,
Ansiosa, preparada.
Vejo-me em família unida,
amorosa, estruturada.
Vejo-me na infância divertida
protegida, amamentada.
Vejo-me na escola incentivadora,
criativa, bem formada.
Vejo-me nas limpas ruas,
Andando livre, despenteada.
Vejo-me nas tantas árvores
do meu avô que foram plantadas.
Vejo-me com os pés no mangue,
correndo soltos com a meninada.
Vejo-me na cozinha linda,
Junto à família, em hora marcada.
Vejo-me olhando o céu,
Sentada em frente á minha calçada.
Vejo no esconde – esconde,
Dos fins de tardes ensolaradas.
Brincado sem malícia, mas sempre observada
Pela tia querida
Que por perto ficava sentada.
Vejo-me na santa missa
Junto a mamãe bem encostada.
Vejo-me calando-me,
respeitando, ajudando na casa.
Vejo-me errando,
E aprendendo com um castigo
ou boas palmadas.
Vejo-me nas fotos
Fotos antigas, quase apagadas.
Será que as fotos estão velhas?
Ou minha está embaraçada?
Mas acho que bem vejo
E percebo,
Que as fotos antigas não são mais lembradas.
Vejo-me feliz,
Ansiosa, preparada.
Vejo-me em família unida,
amorosa, estruturada.
Vejo-me na infância divertida
protegida, amamentada.
Vejo-me na escola incentivadora,
criativa, bem formada.
Vejo-me nas limpas ruas,
Andando livre, despenteada.
Vejo-me nas tantas árvores
do meu avô que foram plantadas.
Vejo-me com os pés no mangue,
correndo soltos com a meninada.
Vejo-me na cozinha linda,
Junto à família, em hora marcada.
Vejo-me olhando o céu,
Sentada em frente á minha calçada.
Vejo no esconde – esconde,
Dos fins de tardes ensolaradas.
Brincado sem malícia, mas sempre observada
Pela tia querida
Que por perto ficava sentada.
Vejo-me na santa missa
Junto a mamãe bem encostada.
Vejo-me calando-me,
respeitando, ajudando na casa.
Vejo-me errando,
E aprendendo com um castigo
ou boas palmadas.
Vejo-me nas fotos
Fotos antigas, quase apagadas.
Será que as fotos estão velhas?
Ou minha está embaraçada?
Mas acho que bem vejo
E percebo,
Que as fotos antigas não são mais lembradas.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Um olhar de mim
No dia-a-dia da Vida
Eles me vêem
Uns vêem bem,
Uns vêem mal,
Outros fingem que vêem.
Mas eu me vejo!
Em dias dia,
Em dias noite,
Em noites perturbada.
Mas eu me vejo!
E olho em meus olhos
Este eu que me cerca.
Mas será eu, eu mesma?
Ou será que invisivelmente me refaço?
Meus olhos falam por mim
E falam de mim
E nesse espelho que me olho
Me vejo e me refaço
Por que descubro os dias e as noites de mim.
Eles me vêem
Uns vêem bem,
Uns vêem mal,
Outros fingem que vêem.
Mas eu me vejo!
Em dias dia,
Em dias noite,
Em noites perturbada.
Mas eu me vejo!
E olho em meus olhos
Este eu que me cerca.
Mas será eu, eu mesma?
Ou será que invisivelmente me refaço?
Meus olhos falam por mim
E falam de mim
E nesse espelho que me olho
Me vejo e me refaço
Por que descubro os dias e as noites de mim.
sábado, 23 de julho de 2011
Na via da rodovia da vida
É vida sem saúde
Escola sem rumo
Aluno sem meta
Rua de buraco
Sem saneamento básico
Salário atrasado
Mas que festa é essa?
Um Brasil tão bonito
De gente que sorri.
E você olha a favela
Com tanta dor e miséria
Então cadê o povo desse Brasil feliz?
Tem muito moço aí parado
Reclamando, sem contribuir
Mas tem o povo de coração nobre
Que unidos a Deus
Vive pra dar vida aos pobres
Nesta terra de poder sem lei.
Na rua da rodovia da vida
Ainda se vive
De um lado largado, do outro ajeitado. Ganhando dinheiro, suado ou roubado.
Mas dê voz a mudez meu irmão!
Pois um dia a rua passa,
A rodovia para. E a vida?
Ah meu irmão!
A vida fica muda.
Escola sem rumo
Aluno sem meta
Rua de buraco
Sem saneamento básico
Salário atrasado
Mas que festa é essa?
Um Brasil tão bonito
De gente que sorri.
E você olha a favela
Com tanta dor e miséria
Então cadê o povo desse Brasil feliz?
Tem muito moço aí parado
Reclamando, sem contribuir
Mas tem o povo de coração nobre
Que unidos a Deus
Vive pra dar vida aos pobres
Nesta terra de poder sem lei.
Na rua da rodovia da vida
Ainda se vive
De um lado largado, do outro ajeitado. Ganhando dinheiro, suado ou roubado.
Mas dê voz a mudez meu irmão!
Pois um dia a rua passa,
A rodovia para. E a vida?
Ah meu irmão!
A vida fica muda.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
A janela de minha casa
Quando o sol clarear
A janela de minha casa
Vou assoviar por entre as brechas
E deixar entrar o amor.
A janela de minha casa
Vou assoviar por entre as brechas
E deixar entrar o amor.
A minha janela
Contou pra mim
Que o sol chegou com cheiro de amor
E trouxe pra ela um lindo jasmim
Contou pra mim
Que o sol chegou com cheiro de amor
E trouxe pra ela um lindo jasmim
A minha janela
Ainda contou
Que o sol pede a chuva
Pra sempre aguá-la
E florescer
O que ele plantou
Ainda contou
Que o sol pede a chuva
Pra sempre aguá-la
E florescer
O que ele plantou
Ah! Quem me dera
Ser minha janela
Pra acordar cedinho
E ter bem pertinho
Esse sol, esse amor.
Pra acordar cedinho
E ter bem pertinho
Esse sol, esse amor.
Vou assoviando
Na minha janela
E esperando o amor chegar
Como o sol,
Como um raio de sol
Na minha janela
Trazendo um jasmim.
E esperando o amor chegar
Como o sol,
Como um raio de sol
Na minha janela
Trazendo um jasmim.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Às vezes eu sinto falta
Eu sinto falta de um amor de alguém
Às vezes eu me sinto só
Eu sinto falta de um amor de alguém
De ouvir alguém me falar
Te amo, meu amor
Eu sinto falta de poder dançar
Agarradinha
Nos braços de alguém
Agarradinha
Nos braços de alguém
Às vezes eu sinto falta
Eu sinto falta de um amor de alguém
Às vezes eu me sinto só
Eu sinto falta de um amor de alguém
Eu sinto falta de um amor de alguém
Às vezes eu me sinto só
Eu sinto falta de um amor de alguém
Sinto saudades de poder chorar
Bem quetinha no celular
E me aborrecer quando você descobre
Pedindo logo pra eu me alegrar
Eu sinto falta de poder te ver
Ver teu sorriso
E aquele teu olhar
Eu sinto falta de poder te ter
A noite inteira
Pra eu poder sonhar
Bem quetinha no celular
E me aborrecer quando você descobre
Pedindo logo pra eu me alegrar
Eu sinto falta de poder te ver
Ver teu sorriso
E aquele teu olhar
Eu sinto falta de poder te ter
A noite inteira
Pra eu poder sonhar
Às vezes eu sinto falta
Eu sinto falta de um amor de alguém
Eu sinto falta de um amor de alguém
Às vezes eu me sinto só
Eu sinto a falta de você.
Eu sinto a falta de você.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Sertão
Salgadinho
A léguas do litoral
Despejei meu coração
Mas Deixei-o,
Entre as barragens e as palmas,
As juremas e as serras,
Perdido,
Na inumerável estrada de barro.
Semelhante a uma espinha
Com seu início esverdeado
Ao longo do barro o chão rachado
E as gramas mudando a cor
Do verde ao amarelado
Do ar, intenso calor.
O sol era o mais ínfimo do amarelo
Ao fim de tarde
Mal distinguia-se sua cor
E as andorinhas
Com seu bando em dança
Faziam-se de guia
Lá do céu pra esta terra santa.
Ao Topo da serra, o cruzeiro
Lugar que o povo nomeou
E do seu alto vê-se a toda Salgadinho
Esta terra que o coração amou.
Assim como todos os fins
O campo-santo
O que se encontra ao término de Salgadinho
E é nesse meio que se começa a vida
Deixando enterrada todas as feridas
Para que no coração só fique
A esperança de um dia amar.
Assim como todos os fins
O campo-santo
O que se encontra ao término de Salgadinho
E é nesse meio que se começa a vida
Deixando enterrada todas as feridas
Para que no coração só fique
A esperança de um dia amar.
Quem em Salgadinho passa uma vez
Não se cansa de voltar
Encantado com as belezas
Que Deus brotou naquele lugar
E destá que eu voltarei
Aquela terra Santa
Para o meu coração buscar.
Não se cansa de voltar
Encantado com as belezas
Que Deus brotou naquele lugar
E destá que eu voltarei
Aquela terra Santa
Para o meu coração buscar.
sábado, 26 de março de 2011
Um despertar
Eis que me conquistou
Por um tão “distraído” jeito de ser
Um ser atraente, surpreendente
Mas com um charme em sua doçura
Um relicário
Onde meu olhar fixou-se.
E em meio à multidão
Eles te olham, teimosos olhos
E eu discretamente
Tento disfarçá-los.
Talvez tu não me entendas
Talvez eu
Em atreve-me a te olhar
A escrever-te
Corrompendo com minha prudência
Faça-te interpretar mal
Mas apenas olho
Apenas escrevo
E escrevo-te sem saber de ti
De tua vida,
De teus amores
E se caso amores tiveres
Perdoa-me
Triste de mim
Em querer distorcê-los
Apenas escrevo
Sem nenhum fim
Mas a fim de declarar
Esse despertar
Em que os meus olhos encontraram-se.
Um ser atraente, surpreendente
Mas com um charme em sua doçura
Um relicário
Onde meu olhar fixou-se.
E em meio à multidão
Eles te olham, teimosos olhos
E eu discretamente
Tento disfarçá-los.
Talvez tu não me entendas
Talvez eu
Em atreve-me a te olhar
A escrever-te
Corrompendo com minha prudência
Faça-te interpretar mal
Mas apenas olho
Apenas escrevo
E escrevo-te sem saber de ti
De tua vida,
De teus amores
E se caso amores tiveres
Perdoa-me
Triste de mim
Em querer distorcê-los
Apenas escrevo
Sem nenhum fim
Mas a fim de declarar
Esse despertar
Em que os meus olhos encontraram-se.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
O que restou
Acordo
E meus pensamentos
Correm em busca dos teus.
As lembranças que restaram de ti
Foram somente as palavras,
As que guardei em meu peito.
Deixo que o dia passe
E que leve minha dor com ele.
Eu permaneço, parada
Mas em busca da esperança
De em algum momento
Ouvir tua voz.
Partida
Foste.
Levaste contigo a outra face de meu coração.
O que farei sem ti?
Os dias de chuva já aparecem
E eles são torrenciais
Onde está a minha chama?
Meu sol foi embora
Por que levaste não somente a outra face
Mas a minha alegria.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
O olhar II
Mas nem a lua, nem o sol
Eu consigo ver
Nem ao menos você
O meu amor
Mas eu vejo o seu olhar
Além da lua
Além do sol
Além do mar
Além do sol
Além do mar
O meu aconchego
E meu dispersar
São esses olhos azuis
Da cor do mar.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Se
Se eu pudesse dizer
Diria:
- Te amo, meu amor.
Ai! Se eu pudesse gritar, gritaria
De dor, meu amor.
Não me vejo
Eu sou o nada
Meu coração é rasgado por facas afiadas
Te desejo
E as barreiras corrompem o querer
Mas te quero
Quero me entregar a você.
Se eu pudesse dizer
Diria:
- Me beija, meu amor.
Se eu pudesse pedir
Pediria:
- Fica aqui, por favor
Minha boca estremece ao te ver
Meu destino pertence a você
Fica comigo
Não te quero só como um amigo
Mas basta
De te somente um sorriso
Para o teu sim favorecer.
E então poderia dizer:
- Te amo, meu amor.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
O amor
Eu vivi
Que um dia beijei
Está aqui
O amor
Por quem me apaixonei
Ficou aqui
Em meu coração
O amor
Esse cantar é bem mais que um cantar
É pra você
E a vida
Que é bonita, é bonita
É pra você
A flor do campo
A mais bela que achei
É pra você
O amor
A quem me entreguei
Eu permiti
O amor
Por quem tanto chorei
Fui eu quem quis
O amor
A quem me confessei
Cuidou de mim
Mas o amor
A quem tanto amei
Chegou ao fim.
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